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Residencial, Interiores

Casa Corujinha

Informações do projeto

Área construída
118,53 m²
Tamanho do terreno
5,75 x 18,3 - 105,2m²
Local
São Paulo / SP
Ano
2026
Casa Corujinha
Descrição

Projeto de reforma de uma casinha de vila em São Paulo, para venda. O projeto buscou otimizar os espaços e usos, integrando as áreas sociais que antes ficavam isoladas. Além disso, o corredor lateral que antes era apenas passagem, se tornou o local da torre da escada, iluminada e com um jardim embaixo. Através da mudança da escada de lugar, otimizamos os fluxos e circulações e pudemos aproveitar melhor a área útil disponível, que já é bem enxuta.

Sobre o projeto

A Casa Corujinha parte de um desafio diferente dos projetos feitos para uma família específica: transformar uma pequena casa de vila na Vila Madalena, em São Paulo, em uma residência mais funcional, iluminada e interessante para venda, aproveitando ao máximo uma construção e um terreno bastante enxutos.

Com 118,53 m² de área construída em um lote de apenas 105,2 m², o projeto trabalha principalmente com aquilo que já existia, reorganizando usos, circulações e aberturas para fazer a casa parecer mais ampla e oferecer uma experiência de morar mais fluida. A reforma não busca simplesmente renovar acabamentos, mas repensar a lógica interna da residência.

Uma das mudanças mais importantes acontece nas áreas sociais. Ambientes que antes funcionavam de maneira isolada passam a se relacionar melhor, aproximando estar, cozinha e jantar e criando uma área de convivência mais contínua. A reorganização também permite aproveitar melhor cada metro quadrado disponível, algo fundamental em uma casa urbana de dimensões reduzidas.

O antigo corredor lateral, antes utilizado praticamente apenas como passagem, torna-se um dos elementos mais marcantes do projeto. É ali que surge a nova torre da escada, deslocando a circulação vertical para liberar e reorganizar os pavimentos. A escada combina estrutura metálica e pisantes de madeira, enquanto a cobertura de vidro permite a entrada de luz natural e um jardim em sua base transforma o percurso entre os andares em um espaço de permanência e contemplação.

Ao mudar a escada de lugar, foi possível redesenhar praticamente toda a circulação da residência e recuperar áreas que antes eram consumidas apenas pelos fluxos internos. No pavimento superior, essa reorganização permite acomodar duas suítes independentes. No nível inferior, uma sala multiuso se conecta ao quintal, acompanhada por banheiro e lavanderia, oferecendo maior flexibilidade para diferentes formas de morar.

A reforma também procura devolver espaços ao verde. Trechos anteriormente impermeabilizados são quebrados para criar novos jardins, e floreiras aparecem incorporadas à arquitetura em diferentes pontos da casa. No projeto final, cerca de 30% do terreno permanece permeável, uma proporção relevante considerando as dimensões reduzidas do lote e sua inserção urbana.

Essa relação com a água aparece em um detalhe particularmente delicado: nos pergolados e coberturas aparentes, correntes conduzem a água da chuva das calhas diretamente para os jardins, tornando o escoamento visível e incorporando o percurso da água à arquitetura.

A materialidade busca dar personalidade à casa sem torná-la excessivamente específica para um futuro morador. O projeto combina cimento queimado, madeira, vidro, elementos metálicos verdes, cobogós, tijolos aparentes pintados e revestimentos em tons terrosos, criando uma atmosfera contemporânea, mas ainda acolhedora. Nas áreas externas, o paver poroso terracota contribui para a permeabilidade e reforça a presença de texturas mais naturais.

Os cobogós ajudam a filtrar luz, ventilação e privacidade, enquanto as novas portas-janelas aumentam a conexão dos ambientes com as áreas externas. Até pequenos espaços recebem atenção: o lavabo junto à nova circulação vertical ganha iluminação zenital, reforçando a ideia de que, em uma casa compacta, nenhuma área precisa ser apenas residual.

A Casa Corujinha é, acima de tudo, um exercício de reaproveitamento e transformação. Em vez de partir de um terreno vazio, o projeto procura entender o que a construção existente ainda pode oferecer e onde pequenas ou grandes intervenções podem mudar completamente sua relação com luz, circulação, jardim e cotidiano.

Uma casa pequena que encontra novos espaços dentro dela mesma — reorganizando o que já existia para criar uma forma mais aberta, verde e contemporânea de morar.

Palavras-chave: reforma residencial · casa de vila · arquitetura sustentável · otimização de espaços · reaproveitamento de edificação · iluminação natural · jardim interno · cobogó · arquitetura compacta · reforma em São Paulo

Galeria do projeto

Um recorte visual do projeto, com imagens que ajudam a perceber a atmosfera, materialidade e identidade do espaço.

Plantas do projeto

Selecione uma planta para visualizar os detalhes em tamanho ampliado.